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Por exemplo a Mente

Por exemplo a Mente

Intuição

por Gustavo Castro, em 17.02.15

O que é a intuição? Um mero impulso ou uma energia de construção? O que é que ela nos diz? Para mim é aquilo que nos faz andar para a frente, ou, pelo menos, é aquilo que nos devia fazer andar a todos para a frente. É uma voz que mora dentro da nossa cabeça e nos aponta o caminho a seguir. E não é algo que apenas algumas pessoas tem, todos nós temos acesso a esta voz, mas a maior parte de nós tem demasiado ruído dentro da cabeça para a conseguir ouvir. Ruído composto por todas aquelas ideias que construímos acerca de como é suposto sermos e agirmos. Ideias implantadas por nós e implantadas pelas expectativas que os outros tem de nós e que nós aceitamos. Ora, ficamos tão absorvidos em corresponder a ideias que nada tem que ver com quem verdadeiramnete somos que acabamos por esquecer aquela voz que está no fundo da nossa cabeça e que nos diz que o caminho que estamos a seguir não tem nada que ver com quem somos.

Sendo assim, a intuição é um GPS que todos trazemos e que nos leva para o caminho que verdadeiramnete queremos mas que temos demasiado medo para seguir. A intuição são os nossos sonhos mais incríveis, são as nossas metas de vida, são a razão pela qual nascemos. Todos nós estamos neste mundo por uma razão. E essa razão é-nos anunciada pela nossa intuição. Se formos corajosos o suficiente para ouvi-la então vamos alcançar coisas incríveis e que vão produzir um bem extraordinário ao mundo. Todos viemos a este mundo para ajudar a torná-lo um lugar melhor, mas apenas ouvindo o que a nossa intuição nos diz é que vamos chegar lá.

Se quiserem, a vossa intuição indica-vos qual é o vosso propósito de vida, qual é a vossa missão, a vossa vocação. Isto leva-vos a tornar o mundo um lugar melhor apenas por estarem a fazer aquilo de que mais gostam. Todo o ser humano tem um propósito e esse propósito beneficia sempre o mundo.

Autorresponsabilização

por Gustavo Castro, em 12.02.15

O que é autorresponsabilização? É mais uma maneira de nos fazer sentir culpados ou é uma ferramenta poderosa? Primeiro, para mim é efetivamente uma ferramenta. É capaz de ajudar-nos? Se cada um a usar corretamente, é fantástica, se a usarem mal, vai custar-vos bastante, principalmente se acharem que o verdadeiro objetivo desta ferramenta é fazer-vos sentir culpados para mudarem. Não acredito que seja isso, acredito que seja, principalmente, para eu saber que tenho alguma espécie de controlo em relação ao que se passa à minha volta.

Eu entendi isto por níveis. No primeiro nível entendi que quando me acontecia algo, a primeira coisa a controlar era a minha reação. Nesta altura, via-me um pouco como um guerreiro num campo de batalha, sabia como reagir a tudo aquilo que viesse na minha direção. Ou seja, achamos que não temos controlo nenhum sobre aquilo que nos acontece mas temos todo o poder em relação à nossa reação. O único problema deste nível é que nos deixa tão preocupados em reagir corretamtente a situações adversas, que toda a nossa atenção fica focada em reagirmos positivamnete a acontecimentos negativos. Aqui entra o segundo nível. Russel Brand diz: "A realidade de uma pessoa é resultado da sua intenção e da sua atenção". Por isso, quando estamos tão preocupados em aprimorar a nossa capacidade de reagir corretamente, toda a nossa intenção está focada nesse aspeto e, consequentemente, apenas está focada em encontrar situações que propiciem essa aprendizagem. É esse o segundo nível: entender que, consciente ou inconscientemente, estamos a construir tudo o que se passa à nossa volta. Aqui entendemos que tudo o que ocorre à nossa volta, está dependente daquilo que são as nossas intenções, pensamentos, crenças, desejos, etc., e isto restringe a nossa atenção para que ela procure aquilo que estamos a pedir. Eu estou neste nível e posso dizer-vos que não é facil tentar controlar todos os pensamentos que me passam pela cabeça, mas é possível controlar esse turbilhão. Objetivos e meditação têm sido as minhas principais ferramentas para tentar centrar toda a minha atenção naquilo que quero e quando as coisas não correm bem e há algum pensamento que me traz uma situação mais complicada, eu tenho sempre controlo da maneira como escolho reagir.

Voltando à questão do início: todo este processo não serve para nos sentirmos culpados nem para dizer que estamos a falhar, serve essencialmente como uma fonte de esperança. Serve para dizer que é possível mudarmos as circunstâncias, mudarmos os nossos pensamentos e mudarmos aquilo que quisermos na nossa vida.  Muitos destes processos acontecem inconscientemente, mas à medida que vamos crescendo e evoluíndo, a nossa consciência expande-se e mostra-nos coisas que antes nos estavam ocultas. No primeiro nível desvenda-se o nosso papel nas situações adversas. No segundo nível, desvenda-se a maneira como essas situações adversas surgiram como pensamentos na nossa cabeça e depois se materializaram.

Agora a questão que fica é, será que existem mais níveis? Quando conseguir descobrir, volto a escrever-vos.

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