Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por exemplo a Mente

Por exemplo a Mente

Força

por Gustavo Castro, em 23.05.15

Tristeza e raiva: temos alguma dificuldade em lidar com estes dois estados. Por muito tempo pensei que estava a falhar se passasse por eles, que era culpa minha não conseguir controlar emoções e sentimentos ''tão básicos''. Cheguei mesmo a pensar que seria possível viver sem ter de experiênciar estas emoções se assim o quisesse. Efetivamente, estava a falhar. Mas estava a falhar em ver a tristeza e a raiva como sentimentos e emoções maus. Não são. São apenas isso mesmo: um sentimento e uma emoção.

O meu pai morreu há alguns anos atrás. Obviamente,nesses momentos, tudo parece negro e, inevitavelmente, sentimo-nos tristes e revoltados. No entanto, apesar de ter apenas 12 anos, lidei bastante bem com o que aconteceu. Agora que olho para trás e que vejo até onde cheguei e vejo como a minha vida é e como me sinto bem e feliz, vejo que tudo o que sou deveu-se em parte àquilo que me aconteceu a mim e à minha familia. Parece terrível dizer isto, mas acabei por fazer o melhor que pude para tornar a morte dele na melhor coisa que me aconteceu. Faço-o por ele e por mim. Fui capaz de transformar a tristeza e a raiva que me apareceram e é isso que conta: a capacidade que temos de mudar nós próprios e o mundo com aquilo que temos, quer seja bom ou mau.

É o que fazemos com as nossas emoções que vai mudar o curso da nossa vida.

Intuição

por Gustavo Castro, em 17.02.15

O que é a intuição? Um mero impulso ou uma energia de construção? O que é que ela nos diz? Para mim é aquilo que nos faz andar para a frente, ou, pelo menos, é aquilo que nos devia fazer andar a todos para a frente. É uma voz que mora dentro da nossa cabeça e nos aponta o caminho a seguir. E não é algo que apenas algumas pessoas tem, todos nós temos acesso a esta voz, mas a maior parte de nós tem demasiado ruído dentro da cabeça para a conseguir ouvir. Ruído composto por todas aquelas ideias que construímos acerca de como é suposto sermos e agirmos. Ideias implantadas por nós e implantadas pelas expectativas que os outros tem de nós e que nós aceitamos. Ora, ficamos tão absorvidos em corresponder a ideias que nada tem que ver com quem verdadeiramnete somos que acabamos por esquecer aquela voz que está no fundo da nossa cabeça e que nos diz que o caminho que estamos a seguir não tem nada que ver com quem somos.

Sendo assim, a intuição é um GPS que todos trazemos e que nos leva para o caminho que verdadeiramnete queremos mas que temos demasiado medo para seguir. A intuição são os nossos sonhos mais incríveis, são as nossas metas de vida, são a razão pela qual nascemos. Todos nós estamos neste mundo por uma razão. E essa razão é-nos anunciada pela nossa intuição. Se formos corajosos o suficiente para ouvi-la então vamos alcançar coisas incríveis e que vão produzir um bem extraordinário ao mundo. Todos viemos a este mundo para ajudar a torná-lo um lugar melhor, mas apenas ouvindo o que a nossa intuição nos diz é que vamos chegar lá.

Se quiserem, a vossa intuição indica-vos qual é o vosso propósito de vida, qual é a vossa missão, a vossa vocação. Isto leva-vos a tornar o mundo um lugar melhor apenas por estarem a fazer aquilo de que mais gostam. Todo o ser humano tem um propósito e esse propósito beneficia sempre o mundo.

Indicações

por Gustavo Castro, em 01.12.14

Como viver no presente? Mais importante ainda, como lidar com as experiências de que não gosto? Bem, a primeira coisa que precisam de fazer e que eu já referi no post anterior é que precisam de definir objetivos. É muito mais fácil entenderem o que vos está a acontecer agora se souberem quais são os vossos objetivos do que se estiverem completamente à deriva.

A segunda ideia e a mais importante para nós conseguirmos viver no presente é entender que tudo aquilo que nos está a acontecer é efetivamente para o nosso bem. Mas mais uma vez, é muito mais fácil perceber que algo é para o nosso bem quando sabemos quais são os nossos objetivos do que quando não sabemos. Muito simplesmente porque se eu souber qual o caminho que quero seguir é muito mais fácil entender que os desvios que vão surgindo ao longo do caminho me irão igualmente conduzir ao meu destino e não vou pensar que são mais um azar nos muitos que já tive ao longo da vida. Esta ideia é basilar para conseguir viver no presente e desfrutar verdadeiramente dele, pois se eu sentir que tudo o que me vai surgir no caminho é para me ajudar, vou aceitá-lo sem qualquer resistência. No fundo é acreditar que tudo vai dar certo.

E eu sei que agora devem estar a pensar coisas como: "Sim, isto é tudo muito giro e maravilhoso, mas então quer dizer que quando alguma coisa má acontecer que eu nao estava á espera eu tenho que interpretar isso como uma coisa boa?", " Mas então se eu estiver muito bem na minha vida e alguém me incomodar tanto que eu não consiga acalmar-me, a culpa é minha ?".  É obvio que nós não somos o Spock do Star Trek, e não vamos conseguir responder a todas as situações usando a razão. E quando isto acontecer só temos que avaliar as consequências, para ver o que acontece quando reagimos de uma forma negativa ao presente. Mas, e esta é a parte mais importante de todas, é que todas as coisas que nos acontecem são para o nosso bem, mas às vezes vem com uns disfarces que nos testam a paciência. E a melhor parte (ou pior parte, depende da perspetiva) é que elas vão continuar a surgir até nos apercebermos e aprendermos. Mais uma vez, pensem nestas situações não como becos sem saída mas como desvios que vão enriquecer ainda mais o caminho.

Da conjugação

por Gustavo Castro, em 23.11.14

Para quê escrever objetivos? Qual o benefício disto? E mais importante, será que funciona mesmo? Ora, eu sei que no último post que escrevi disse que a única coisa que interessa verdadeiramente é o presente e por isso estar agora a falar-vos de objetios para o futuro parece ser um bocado contraditório mas na realidade não é. Viver no presente não implica não ligar nada ao que acontece a seguir, e estabelecer objetivos futuros não implica recusar o presente. Na verdade, um sem o outro não trazem resultados muito positivos. Vejamos: se vivermos sem objetivos o nosso presente vai ser desprovido de qualquer propósito, o que nos faz sentir perdidos; se acharmos que só apenas quando alcançarmos os objetivos é que vamos atingir a felicidade então o nosso presente vai ser bastante deprimente.O que precisamos de entender é que a escrita de objetivos tem como como principal função fazer-nos sentir bem logo a partir do momento em que os escrevemos. 

Os objetivos manifestam-se de duas maneiras: internamente, ou seja, fazem-nos sentir coisas boas; e externamente, ou seja, têm uma forma física que nos leva a perceber que já os alcançamos. A ideia de escrever os objetivos é colocar-nos num estado de consciência de já termos alcançado a parte interna no momento presente, ou seja: eu já sinto todas as emoções que resultam de ter conquistado os meus objetivos muito antes de os alcançar. Isto serve para nos motivar a fazer cada vez mais para alcançar o que queremos. E por isso não estou a recusar o presente, estou a vivê-lo ainda mais intensamente porque percebo que é possível sentir-me bem ao mesmo tempo que procuro alcançar os meus objetivos. É fácil concluir que o melhor caminho para alcançar os objetivos é viver como se já os tivessemos alcançado.  

No início

por Gustavo Castro, em 11.11.14

Foi difícil começar a escrever e conseguir parecer natural. Reescrevi este post uma infinidade de vezes mas só agora é que consegui não parecer uma espécie de manual de instruções de uma máquina de calcular. Sei que num primeiro post se deve explicar o propósito do blog, por outro lado, o título fala por si.

Bem, a mente... todos temos uma. Ou pelo menos é o que se diz por aí. Mas saber usá-la é um mistério que nos ilude há já muito tempo. Uns, acham que a mente é uma espécie de despensa para armazenar conteúdos como se nos estivéssemos a preparar para um inverno muito rigoroso: pensam ser os maiores pensadores do século por serem as únicas pessoas a saber a que horas é que D. Afonso Henriques aliviava a bexiga. 

Outros, não lhe ligam grande coisa, não entendem muito bem o que ela é e como acham que só serve para se recordarem de alguns comandos básicos de sobrevivência só a usam em casos de extrema necessidade. Outros ainda, procuram explorar ao máximo os meandros da mente porque acham que só raciocionando sobre quem são 24h por dia é que vão conseguir atingir a plenitude do conhecimento acerca da  sua mente: o que acabam por descobrir é uma excelente maneira de acabar num hospício vestido com um casaco branco a berrar a um jarro de flores para sair da frente da janela.

Obviamente, no meio de todo este espectro, existe uma série de nós que tenta manusear a mente como se estivéssemos a fazer malabarismo com facas. De início temos medo de cometer um erro e acabar sem um braço, mas também nunca fomos ensinados a parar as facas em segurança e continuamos o malabarismo.

Dentro desta fração, alguns percebem que malabarismo com facas é uma atividade bastante perigosa e que até nem gostam assim tanto daquilo e começam por acreditar que é possível parar e mudar para outra coisa qualquer que não envolva atirar objetos perigosíssimos ao ar e apanhá-los com as mãos. Começam por isso por deixar cair a primeira faca e nada de mal parece acontecer. Deixam cair a segunda: Carmo ainda nao caiu. Deixam cair a terceira. A Trindade também nao caiu. Por fim, a quarta faca cai. E o Carmo e a Trindade não caíram e eles sentem-se livres, percebem que a mente serve para nos servir a nós e vão à sua vida enquanto os outros todos ficam a olhar para eles a tentar entender com é que aquilo é possível.

Eu não faço ideia onde estou neste espectro, neste momento, mas acredito que estou a começar a entender que posso largar as facas. Este espaço vai ser sobre este caminho, e como me parece que eu vou andar a fazer umas coisas engraçadas e a espetar facas em sitios que não devo, achei interessante escrever sobre isso para se rirem e aprenderem comigo.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D

Favoritos