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Por exemplo a Mente

Por exemplo a Mente

Prioridades

por Gustavo Castro, em 31.03.15

Há uns posts atrás falei-vos de crenças e como elas ditam aquilo que são as nossas vidas. Falei-vos do ''problema'' que tenho com crenças que são levadas como verdades absolutas. E hoje trago-vos a maravilhosa crença de que na nossa vida, aquilo que tem que ocupar maior parte do tempo é o trabalho. Não concordo minimamente com isso. Sinceramente essa ideia sempre me fez imensa confusão. Ao princípio achei que era porque ainda não tinha encontrado aquilo que adorava fazer. Achava que quando descobrisse não me iria fazer tanta confusão. Mas continuou e vai continuar.

A minha confusão é simples: Porque é que é normal acharmos que temos que dar prioridade ao trabalho em detrimento do resto? Mesmo que eu adore o meu trabalho e sinta que estou a fazer a diferença, não me parece que eu tenha que lhe dedicar mais tempo do que dedico a outras coisas, como estar com a família ou fazer outras coisas de que goste. Sempre me disseram que tem de existir um equilíbrio entre todas as partes da nossa vida, mas quanto ao trabalho não é isso que nos ensinam. É como se o trabalho fosse de uma liga diferente que está acima das outras áreas da nossa vida. E a mim não me parece que isso esteja bem. A vida é equilíbrio.

Eu posso adorar comer chocolate, mas não o fazer a toda a hora porque sei que não faz bem. E o trabalho deve seguir o mesmo princípio. Não posso esperar fazê-lo a toda a hora sem que isso depois não traga consequências. Mais ainda, trabalhar muito não significa maior qualidade. Estamos numa era em que isso já não existe. O trabalho está aqui para nos ajudar a fazer tudo aquilo que queremos não para lhe dedicarmos todas as nossas forças. E, felizmente, pessoas como Larry Page (CEO da Google) e Richard Branson (multimilionário dono da Virgin) gerem as suas empresas desta forma. Porque será?

Deixo-vos aqui uma notícia que fala desta nova maneira de gerir o trabalho: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4142772&referrer=FooterOJ

 

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2 comentários

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    De Gustavo Castro a 09.04.2015 às 12:45

    Muito obrigado pelo seu comentário :) Concordo plenamente consigo, que por vezes é-nos impossível adiar tarefas, algumas precisam de ser tratadas imediatamente. Mas que isso não passem de exceções. Mas a minha preocupação não são com essas exceções. O que não me entra na cabeça, é que para além das oito horas de trabalho (o que já torna difícil conciliar tudo o resto que temos na nossa vida, quando somos obrigados a dedicar oito horas a uma única atividade), se exija e se ache normal, que as pessoas trabalhem fora do horário do seu trabalho e façam cada vez mais e mais. Se isso é assim tão normal, então porque que eu não me posso comportar no meu local de trabalho como se tivesse de férias ou como se tivesse em casa a ver televisão? Mas entendo perfeitamente que por vezes, não temos hipóteses, temos mesmo que levar trabalho para casa. Eu só gostava que quando acontecesse o contrário e eu quisesse dedicar mais tempo a outra coisa na minha vida que não o trabalho, isso fosse encarado com a mesma naturalidade. Acho que era necessário acreditar-se numa maior flexibilidade entre o trabalho e tudo o resto, porque todas as partes da nossa vida são igualmente importantes.
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